porque a astrologia védica?

não gosto muito de estereótipos. hoje eu tenho muita clareza em relação à isso, mas por anos eu me irritei com as pessoas tentando me encaixar em “pré-conceitos” estabelecidos por elas, sobre mim.

até que um dia eu mesma comecei a tentar me encaixar em padrões. me disseram que eu era estudiosa e inteligente, então eu me “matava” de estudar pra estar entre os melhores. me disseram que eu era bonita, então eu comecei a tomar laxantes e a estimular o vômito depois de comer, pra me manter magra, já que era (e ainda é, infelizmente) o padrão imposto à nós, mulheres.

me disseram muitas coisas. boas e ruins. mas como nosso assunto é astrologia, também me disseram que eu era canceriana, com ascendente em virgem, e passei anos acreditando nessa pessoa doce e organizada que eu tinha que ser, sem poder olhar pra potência da leonina que habita em mim.

sim, eu tenho uma bela dose de Câncer no mapa, com a Lua fazendo morada nesse signo. a Lua fala das nossas emoções, e eu vivo com elas à flor da pele, como tem que ser.

mas eu sempre tive vontade de saber tudo sobre todas coisas, ao mesmo tempo, e contar pro mundo o que vivencio e aprendo. e por isso vivo com a cabeça voando por aí, típico de quem tem o Sol e Mercúrio em Gêmeos. mas uma canceriana nasce maternal, protetora, graciosa e romântica, não são comunicativas e instáveis. e lá ia eu colocar um potencial na gaveta.

também sempre gostei de ser reconhecida, ouvida, até admirada, o que sempre aconteceu naturalmente, com minha fala agradável que conquista todo mundo, como uma boa leonina. o problema é que as cancerianas de verdade não gostam muito de se expor, preferem se proteger. então eu guardei esse “egocentrismo” natural no bolso. mais um potencial escondido.

e por anos eu tentei me encontrar em tudo que eu lia sobre Câncer. com algumas coisas havia identificação, claro, mas aquilo não me definia de forma alguma. e astrologia ficou de lado.

encontrei o yoga no caminho, e encontrei o caminho do yoga, que me levou pra um lugar aonde eu podia “descascar” toda imagem que eu tinha criado sobre mim. encontrei também ayurveda, que me fez olhar com amorosidade pro meu corpo e pros meus ciclos, que são diferentes das outras pessoas. até que encontrei a Madu Cabral e junto com ela a astrologia védica.

no início da pandemia, a Madu ofereceu um curso básico pra aprender a ler o próprio mapa natal. eu estava precisando colocar a mente no lugar e embarquei nessa jornada, onde conheci a potência da astrologia védica como ferramenta de autoconhecimento. não parei de estudar desde então.

primeiro eu descobri que a astrologia ocidental não usa cálculos siderais. não sei dizer porque, já que nunca estudei sobre ela. o que sei é há uma diferença de mais ou menos 23 graus em relação ao que é usado na astronomia. já a astrologia védica usa esses cálculos, usados pelos cientistas e astrônomos, pela Nasa. portanto, o mapa natal védico é como uma foto do céu no momento em que nascemos, exatamente como ele estava. isso já me fez muito sentido logo de cara.

e assim eu descobri, como já disse, que meu Sol não estava em Câncer, estava em Gêmeos. meu ascendente não era Virgem, mas sim Leão. e a minha Lua mora muito bem em Câncer, o que foi um alívio, já que anos antes eu tinha tatuado a constelação canceriana.

na astrologia védica, quem define todo nosso mapa é o ascendente. ele quem define quem somos, nossa personalidade, que é temperada também pelo posicionamento do Sol e da Lua, na maneira de pensar e sentir. ainda vou falar muito disso! e você sabia que o ascendente muda a cada duas horas e meia, mais ou menos? é por isso que pessoas que nascem no mesmo dia podem ser tão diferentes. eu cresci com minha irmã e minha tia em casa, nascidas no mesmo dia, e muito diferentes, e sempre foi uma incógnita pra mim.

uma das coisas mais legais, é que nosso mapa védico é definido por uma bela mistura de todos os signos, cada um trazendo uma particularidade em determinadas áreas da vida, além dos posicionamentos dos grahas (como chamamos os planetas por aqui!) nas constelações zodiacais e nas nakshatras, que são lugares no céu que nos mostram resultados ainda mais específicos. e ainda há outros recursos maravilhosos, como os mapas divisionais por exemplo. além do estudo do mapa natal, há o estudo dos trânsitos do céu, uma ferramenta incrível de planejamento pessoal.

mas o que foi mais determinante pra que meu coração batesse mais forte por essa ciência védica, foi o fato de eu me enxergar naqueles números e símbolos, como se eu estivesse despida de todas as amarras, preconceitos, estereótipos. a astrologia védica não me aprisionou, ela me libertou pra ser quem eu sou de verdade. eu mergulhei, e continuo mergulhando nas minhas profundezas, indo de encontro com minha luz, com as minhas sombras, com minhas potências e meus desafios nesse caminho lindo do autoconhecimento.

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4 comentários Deixe um comentário

  1. Ju,
    Q linda sua história, e chocante tb, como as vezes entramos nós pré-coceitos estabelecidos pela sociedade, e que nós mesmos nós impomos…. Q delícia poder achar algo que te ajude mostre a tua essência e que nos ajude a mostrar nossa essência!
    Tô doida pra fazer meu mapa de Astrologia Védica!!!!
    Ansiosa pra confirmar meu ascendente, sou Câncer com ascendente em Libra, e não sabia que muda a cada duas horas e meia, muito interessante isso!
    Parabéns pelo site e bate papo! Tenho a honra de fazer parte da tua história de vida, a Pandemia mostrou para mim a virada que eu sou capaz de fazer assim como vc!
    Gratidão imensa de poder fazer parte! ❤️✨🙏

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  2. Que delícia te ler 🙂 Adorei saber mais da astrologia védica, muito comentada la na India. Quando eu estava por lá tinham muitos cursos mas eu estava em uma imersão do yoga e não era o momento. Nada como encontrar pertencimento! Acho que a nossa intuição sempre indica se algo está encaixando ou não, como você sentiu nos esteriótipos de da astrologia ocidental.

    Feliz pelas suas novas descobertas, nos conte mais sempre que sentir.

    Beijoss

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  3. Meu Deus!
    Que felicidade em ler isso! Já quero ser “carrapatinho” pra aprender mais e mais com essa sua nova fase. Eu amei! E já quero saber mais sobre isso tudo!! Parabéns meu amor.
    Estarei por aqui sempre!
    Te amo.

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